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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

As palavras



imagem da net

 
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
 
  Rubem Alves
 

 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Aproveita a vida!





Toda manhã na África, a gazela acorda. 
Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões para sobreviver. 
Toda manhã um leão acorda.
Ele sabe que precisa correr mais rápido que a mais lenta das gazelas senão morrerá de fome.
 Não importa se você é um leão ou uma gazela. 
Quando o sol nascer, comece a correr.


Provérbio Africano


Por isso, aproveita a vida!

Beijo





segunda-feira, 7 de abril de 2014

O vendedor de balões


 Imagem: net
Era uma vez um velho homem que vendia balões numa feira.
O homem, que era um bom vendedor, deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões. 
Havia ali perto um menino negro que observava o vendedor e, é claro, apreciava os balões

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até desaparecerem de vista. 
O menino, de olhar atento, seguia cada um e ficava imaginando mil coisas...

... Mas havia uma coisa que o aborrecia: o homem não soltava o balão preto.
 Então o menino aproximou-se do vendedor e perguntou-lhe:
 - Se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
 O vendedor de balões sorriu compreensivo, rebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:
 - Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

"Metáforas"









Beijo
Túlia

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Fada de Mármore




   
Possivelmente poucos têm notícias de que Sócrates, o filósofo grego, era também escultor. De um modo geral, todos o conhecem como o mestre de Platão. O precursor das idéias cristãs.
Mas ele era também um escultor muito bom. 

Um dia, ele recebeu um pedido da prefeitura de Atenas para esculpir em mármore a estátua de uma fada, que deveria ser colocada em um bosque, próximo de uma fonte.
Sócrates aceitou a encomenda. Tratou logo de providenciar um bloco de mármore branco e se pôs a trabalhar.

Durante algum tempo ficou olhando para o imenso bloco branco. Mentalizou, idealizou intensamente a estátua e,  então, colocou mãos a obra.
Empunhou o martelo e foi desbastando a pedra. Lascas enormes voavam para um e outro lado da sua oficina.

Mais tarde, ele largou o martelo e os outros instrumentos pesados, rústicos, e empunhou ferramentas mais leves como o cinzel.
Para o acabamento da estátua serviu-se de uma pedra esmeril, com muita delicadeza.

Finalmente, a estátua ficou pronta para admiração do povo.

Era a figura de uma jovem esbelta, como os antigos concebiam as divindades dos bosques e das águas. Seu aspecto era tão leve que ela parecia flutuar no ar. E, no entanto, era toda de mármore.
Ante os elogios do povo, Sócrates explicou que ele verdadeiramente não esculpira a estátua.
Quando olhara o bloco de mármore, ele vira que a ninfa das águas estava pronta, dentro dela.

O que fiz, dizia, foi simplesmente retirar o excesso de pedra que a cobria e descobri-la para os olhos de todos.



Assim também é no ser humano. A maioria das pessoas somente vê o material, o corpo físico. E por essa aparência adjetiva a criatura como feia, bonita, simpática, antipática, etc.
Poucos podem ver o invisível, a alma do ser que carrega aquele corpo.

E a alma, para se revelar em toda a sua grandeza, necessita passar por um processo semelhante ao do mármore.

É assim que temos o martelo da dor, retirando as arestas, o cinzel da disciplina e a pedra esmeril do tempo trabalhando juntos, a fim de que o Espírito mostre toda a sua beleza e seu potencial.

É por isso que se torna importante o homem entender o porquê da dor, da disciplina, a sabedoria do tempo para que ele se mostre na sua totalidade: a estátua de beleza e leveza, esplendorosa, oculta sob a capa da matéria bruta.



" Momentos de Refexão"



Todos passamos por momentos de cinzelamento.
Por isso és hoje a pessoa fantástica que está aqui!

Desculpem a ausência por motivos imperativos.
Beijo!

Túlia

domingo, 18 de agosto de 2013

Amizade Real





Um homem que amontoara sabedoria, além da riqueza, auxiliava diversas famílias a se manterem com dignidade.
Sentindo-se envelhecer, chamou o filho para instruí-lo na mesma estrada de bênçãos.
Para começar, pediu ao moço que fosse até o lar de um amigo de muitos anos, a quem destinava 300 reais mensais.
O jovem viajou alguns quilómetros e encontrou a casa indicada. Esperava encontrar um casebre em ruínas mas o que viu foi uma casa modesta, mas confortável.
Flores alegravam o jardim e perfumavam o ambiente.
O amigo de seu pai o recebeu com alegria.
Depois de inteligente palestra, serviu-lhe um café gostoso.
Apresentou-lhe os filhos que se envolviam num halo de saúde e contentamento.
Reparando a fartura, o portador regressou ao lar sem entregar o dinheiro.
Para quê? Aquele homem não era um pedinte. Não parecia ter problemas. E foi isso mesmo que disse ao velho pai, de retorno ao próprio lar.
O pai, contudo, depois de ouvir com calma, retirou mais dinheiro do cofre, dobrou a quantia e disse ao filho:

"Você fez muito bem em retornar sem nada entregar. Não sabia que o meu amigo estava com tantos compromissos. Volte à residência dele e em vez de trezentos, entregue-lhe seiscentos reais, em meu nome. De agora em diante, é o que lhe destinarei. A sua nova situação reclama recursos duplicados."
O rapaz relutou. Aquela pessoa não estava em posição miserável. Seu lar tinha tanto conforto quanto o deles.

"Alegro-me em saber", falou o velho pai. "Quem socorre o amigo apenas nos dias do infortúnio, pode exercer a piedade que humilha, em vez do amor que santifica.
Quem espera o dia do sofrimento para prestar favor, poderá eventualmente encontrar silêncio e morte, perdendo a oportunidade de ser útil.
Não devemos esperar que o irmão de jornada se converta em mendigo a fim de socorrê-lo.
Isso representaria crueldade e dureza de nossa parte.
Todos podem consolar a miséria e partilhar aflições.
Raros aprendem a acentuar a alegria dos seres amados, multiplicando-a para eles, sem egoísmo e nem inveja no coração.
O amigo verdadeiro sabe fazer tudo isto. Volte pois e atenda ao meu conselho.
Nunca desejei improvisar necessitados em torno da nossa porta e sim criar companheiros para sempre."
Entendendo a preciosa lição, o rapaz foi e cumpriu tudo o que lhe havia determinado seu pai.

* * *

O verdadeiro amigo é aquele que sabe se alegrar com todas as conquistas.
Se ampara na hora da dor e da luta, também sabe sorrir e partilhar alegrias.
O amigo se faz presente nas datas significativas e deixa seu abraço como doação de si próprio ao outro.
Incentiva sempre. Sabe calar e falar no momento oportuno.
Pode estar muito distante, mas sua presença sempre perto.
O verdadeiro amigo é uma bênção dos céus aos seres na Terra

in, "Momentos de reflexão"





 
 A vossa amizade me faz sentir como no aconchego destas asas!
A ternura da imagem fala por si.
 
Beijos!



sábado, 6 de julho de 2013

Nós e o Pensamento




 
Certo dia, ao chegar da escola, o pequeno Zeca entrou em casa batendo forte os pés no assoalho.

Seu pai, que saía para o quintal a fim de fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chamou o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha um tanto desconfiado.
Porém, antes que seu pai dissesse alguma coisa, o menino falou irritado:

Pai, estou com muita raiva! O Juca não deveria ter feito aquilo comigo!
Eu desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples, mas portador de grande sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Eu não aceito isso! Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir para escola.

O pai escuta calado o desabafo do filho, enquanto caminha até um abrigo, onde guardava um saco cheio de carvão.
Tomou o saco de carvão e pediu ao menino que o acompanhasse até o fundo do quintal. O menino o acompanhou, sem entender bem o que estava acontecendo.
O pai abriu o saco e, antes mesmo que o filho pudesse fazer alguma pergunta, propôs algo:

Filho, está vendo aquela camisa branquinha estendida ali no varal para secar? Pois bem, faça de conta que ela é o seu amiguinho Juca, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele.
Quero que você jogue todo esse carvão naquela camisa, até o último pedaço, como se fosse tiro ao alvo. Quando terminar, avise-me, que eu volto para ver como ficou.
O menino achou a brincadeira divertida e pôs mãos à obra. Todavia, o varal com a camisa estava longe, e por esse motivo, poucos pedaços acertavam o alvo.
Após mais ou menos uma hora, o garoto concluiu a tarefa e gritou por seu pai.
O pai aproximou-se devagar, olhou para a camisa e perguntou:

E então, filho, como está se sentindo agora?
O filho respondeu prontamente:
Estou cansado mas feliz porque acertei muitos pedaços de carvão no Juca, quero dizer, na camisa.
O pai olhou para o menino, que ficou sem entender a razão daquela brincadeira, e lhe falou com carinho:
Venha comigo até meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
Ambos se dirigiram até o quarto e o menino foi colocado na frente de um grande espelho, onde pôde ver seu corpo por inteiro.
Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e seus olhinhos.
Então o pai lhe disse com ternura:
Filho, você viu que a camisa quase não sujou, mas olhe para você...

O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos maus pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem, ficam sempre em nós mesmos.
Zeca sorriu envergonhado e falou:
Vou tomar um banho e depois... lavar uma certa camisa.

* * *

Quando um pensamento infeliz sai da nossa mente, abre espaço para ali se instalarem miasmas de enfermidades.

Ao contrário, quando nossos pensamentos são nobres, é como se suave bálsamo penetrasse nossa alma, inundando-a de tranquilidade e paz.
Pensemos!

in "Momentos de reflexão"


Bons dias
Todos os dias!

Beijo!

                Túlia



                                   
 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Honra




É comum, em nossos dias, ouvirmos reclamações por parte de pessoas que se sentiram desrespeitadas em seus direitos.

É o médico que marca uma hora com o paciente e o deixa esperando por longo tempo, sem dar satisfação.É o advogado que assume uma causa e depois não lhe dá o encaminhamento necessário, deixando o cliente em situação difícil.
É o contador que se compromete perante a empresa a providenciar todos os documentos exigidos por lei e, passados alguns meses, a empresa é autuada por irregularidades que esse diz desconhecer.
É o engenheiro que toma a responsabilidade de uma obra, que mais tarde começa a ruir, sem que ele assuma a parte que lhe diz respeito.
É o político que faz muitas promessas e, depois de eleito, ignora a palavra empenhada junto aos seus eleitores.


Esses e outros tantos casos acontecem com frequência nos dias atuais.
É natural que as pessoas envolvidas em tais situações, exponham a sua indignação junto à sociedade, e reclamem os seus direitos perante a justiça.Todavia, vale a pena refletir um pouco sobre a origem dessa falta de honradez por parte de alguns cidadãos.
Temos de convir que todos eles passaram pela infância e, em tese, podemos dizer que não receberam as primeiras lições de honra como deveriam.


Quando os filhos são pequenos não damos a devida importância às suas más inclinações ou, o que é pior, as incentivamos com o próprio exemplo.
Se nosso filho desrespeita os horários estabelecidos, não costumamos cobrar dele a devida atenção.
Se prometem alguma coisa e não cumprem, não lhes falamos sobre o valor de uma palavra empenhada.
Ademais, há pais que são os próprios exemplos de desonra. Prometem e não cumprem. Dizem que vão fazer e não fazem. Falam, mas a sua palavra não vale nada.
É importante que pensemos a respeito das causas, antes de reclamar dos efeitos.
É imprescindível que passemos aos filhos lições de honradez.
Ensinar aos meninos que as filhas dos outros devem ser respeitadas tanto quanto suas próprias irmãs.
Ensinar que a palavra sempre deve ser honrada por aquele que a empenha.
Ensinar o respeito aos semelhantes, não os fazendo esperar horas e horas para, só depois, atender, como se estivéssemos fazendo um grande favor.
Enfim, ensinar-lhes a fazer aos outros o que gostariam que os outros lhes fizessem, conforme orientou Jesus.
Não há efeito sem causa. Todo efeito negativo, tem uma causa igualmente negativa.

Por essa razão, antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se não estamos contribuindo com as causas, direta ou indiretamente.
Pensemos nisso!

In,"Momento de reflexão"








quarta-feira, 27 de março de 2013

Meus oito anos









Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
Como são belos os dias
Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor !
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !
Oh ! dias de minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez de mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberta ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar !
Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
- Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Casimiro de Abreu
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

E por vezes




E por vezes as noites duram meses    
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos

   David Mourão Ferreira


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tu





"Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és..."

Caio Fernando de Abreu



O belo da vida!

Beijo

Túlia

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Para ti, amigo/a






Numa época conturbada
onde nada é tudo e tudo é nada
deixo flores
para ti
onde tu fores.

Simples
como a vida e os amores!

Com carinho
Túlia



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Bendito!




 Lúcia Sarto

Benditas mãos que sabem dar voz às flores, ao azul dos Céus e das Águas.
Bendita seja a Beleza da Cor para colorir a possível insipidez de algumas Vidas
Benditos sejam os reflexos do Criador nas tintas da Natureza!
Bendito sejas pelas amizades que não vejo mas sinto
Bendito sejas pela alegria de um nascer de cada dia
Bendito sejas pelo Amor com que revestes tudo o que fazes
E Bendito sejas TU ,
 pelos olhos que me deste para admira-te
 numa tela onde também te vejo!
Só te posso agradecer-te
amando-TE!


Tua Criatura,

Túlia




terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Poesia de Deus



Nos meus  momentos de reflexão, tenho a sensação de um sentido de pertença  de dádiva, de agradecimento que, como ser humano se intercalam muitas vezes com um enorme sentido de injustiça e alguma revolta por atitudes injustas dos homens.
Mas tudo se desvanece ou atenua com o silêncio que faz parte de mim.
E comungo com a leitura de alguns escritores.

Recordo, a propósito, David Steindl-Rast :
"A poesia inesgotável de Deus vem até mim em cinco línguas: visão, audição, odor, tacto, e sabor.
Tudo o resto é interpretação- crítica literária, por assim dizer, não é a poesia em si, porque a poesia resiste à tradução. Só pode ser plenamente sentida na sua língua original, o que é muito mais verdade para a divina poesia da sensualidade.
Como  posso eu então dar sentido à vida senão através os meus sentidos?"
 ( a continuar )

E haverá poesia maior e mais bela que a Poesia de Deus?
Deus é a própria poesia, escrita não só em palavras mas nas mais belas pinturas nas telas da Natureza!

Beijos de luz
Túlia

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FELIZ NOVO ANO



As coisas boas da vida comemora-se com o dito "champagne".
Nem que seja um vinho espumoso, a rolha  salta alto  para comemorar a alegria de um ano novo.
Mas será para saudar o Ano Novo ou comemorar o Ano Velho que agora finda?
E saudamos à incógnita, ao desconhecido!
E dizemos adeus aos bons momentos que o  ano velho nos ofereceu porque dos maus é para esquecer...

Mas...enquanto dentro, festejamos com tiros de rolhas para o tecto espirrando espuma e fora ,os espirros do fogo de artifício, há a outra parte desta festa que é festa vazia, sem água sequer;  só com fogo do fumo da pólvora!
Desculpem...mas é esta a verdade que passa todos os dias na nas nossas televisões!
Tudo por causa de uns milhões a mais, de poderes demais!
Não há que enganar nem fazer de conta...

Mas nada é definitivo!
Por isso cantemos e brindemos à nova aurora  de cada dia!
Ano Novo é cada dia que nasce para nós
Ano Novo é poder VER o que nos rodeia e agradecer a Luz que nos abraça.
Ano Novo é deitarmo-nos com saúde e dormir com o sono dos JUSTOS
Ano Novo é a  paz que temos em nós e a espalhamos ,espelhando-nos
Ano Novo é dar a mão sempre que um irmão precisar
Ano Novo é abrir uma garrafa de um outro qualquer vinho e brindar aos AMIGOS, à PAZ, à SAÚDE, a cada DIA que DEUS nos concede.
Ano Novo é quando tenho flores para brindar a vossa presença esquecer-me de mim e voltar a ter os meus bonecos de peluche para me sentir criança de novo.
Para ti, meu amigo/a as minhas flores no meu abraço,
para um ANO FLORIDO e MUITO FELIZ!

Beijo

Túlia



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL E ANO NOVO!







Natal.
Festa da família  festa da alegria!
Gostaria de ser otimista hoje aqui e agora mas não! Não posso.
Há o outro lado de mim que me chama para dizer em palavras simples o que a outra parte de mim sente.
Natal foi Festa da Família, sim. 
Hoje que festa da família quando tudo se desagrega, quando há tantos desencantos num amor que é só fachada, em filhos que andam de casa em casa - não de lar em lar - como bolas de ténis em campos frios e minados de ruídos silenciosos?
Claro que sei que nem tudo é assim. Que nem todos são assim. Que há exceções...
Este seria o  Natal  de família tradicional, dirão muitos, de ultrapassada. 
Sei.
Mas há mais Natais que ficam pelos caminhos de ninguém. 
Não, já não falo dos pobres - ah, deixem-me dizer pobres, porque é isso que são os que têm fome de amor, justiça , emprego e pão ! Mas agora não deve dizer-se assim. Agora são os carenciados. Carentes. 
E um carente o que é senão um pobre de tudo? Ah esta sociedade que gosta de máscaras para se dizer solidária. Sim porque agora também não se deve dizer Caridade. 
Isso é  da religião. Agora é solidária!
E aí estão as senhoras de avental ajudando,-  muito bem vestidas de resto - os "carenciados"!
Deixem soltar este  grito azedo que me corrói a alma quando vejo máscaras num lado, e festanças no outro.
É a crise, dirão. 
A crise foi provocada pela oferta de dinheiro - meu Deus o que não andará pelo meio! - as gentes gastaram porque os bancos assediavam com ofertas em que os papalvos caíam! Agora dizem " Gastamos demais e agora temos que pagar"! Quem gastou? Quem comeu? Quem corrompeu? Quem fugiu?
E paga o justo pelo pecador!
Pobres, sempre houve. E ricos também. Agora querem que haja uma igualdade  quando é só apregoada para parecer bem nos Direitos do Homem! Mas como? Onde está a doutrina "não lhe dês o peixe, ensina-o a pescar"?  O maior problema é que o drama maior está na falta de emprego. E aí sim. Nem cana para pescar peixe. Não há mais onde pescar. Aqui começa o drama. 
Cresci entre os humildes que é assim que gosto de chamar. Cresci brincando com eles, falando com eles,  ,comendo com eles, repartindo com eles. 
E é por isso que para mim a humildade é das virtudes mais raras e cara que há. Porque todos gostam de ser muito no sentido social, possuir muito. Assim é que têm estatuto. Assim são alguém na vida...
Mas quem é quem na vida?
Não somos nada. Não temos nada. Temos a vida e isso a devemos ao Criador. 
Mas até Este não sei como suporta tanto! Como são capazes de não ver  que para lá das cortinas, existe um Pai? 
Mas por aqui não vou. Respeito porque a fé é um dom. E" Graças a Deus muitas, mas com Deus nenhumas!" - diz o ditado...

Desculpem este texto de Natal. 
É suposto cantar o Natal e eu canto! Mas hoje apeteceu-me brindar
aos desamparados da fé, 
aos sem abrigo, 
aos desvalidos, 
aos doentes, 
aos velhinhos, 
aos que sofrem. 
Aos mutilados, 
aos inválidos.

Para eles também um bom Natal. Um alegre Natal se puderem! Mas a Paz faz poiso na casa deles!

Para vós meus amigos que me lestes, perdoai este desabafo. 
Não o leiam no Natal. 
Deixem para depois.

E para vós meus companheiros de jornada, que ainda são tão poucos, vos desejo
um FELIZ E ALEGRE NATAL na companhia de quem mais amais.
Vossa

Túlia




Recados de Natal Natal


 FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO PARA TODOS!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Mais do que sonho







mais do que um sonho: comoção!
sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido.

e recompões com essa veste,
que eu, sem saber, tinha tecido,
todo o pudor que desfizeste
como uma teia sem sentido;
todo o pudor que desfizeste
a meu pedido.

mas nesse manto que desfias,
e que depois voltas a pôr,
eu reconheço os melhores dias
do nosso amor. 


David Mourão Ferreira


Quem melhor que David Mourão Ferreira para cantar a beleza do amor com o seu dom de extraordinário poeta?
Aqui vos deixo a festa da poesia!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Amar



“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”


Clarice Lispector




Todo o Amor tem como recompensa mais amor!
Só dá amor quem ama.

Túlia


sábado, 17 de novembro de 2012

Lágrima de Preta





Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterlizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Madei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro
nem vestígios de ógio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.


António Gedeão
Tela : Van Gogh

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ilha

 

David Mourão-Ferreira
Deitadas és uma ilha. E raramente
surgem ilhas no mar tão alongadas
com tão prometedoras enseadas
um só bosque no meio florescente

promontórios a pique e de repente
na luz de duas gémeas madrugadas
o fulgor das colinas acordadas
o pasmo da planície adolescente

Deitas és uma ilha. Que percorro
descobrindo-lhe as zonas mais sombrias
Mas nem sabes se grito por socorro

ou se te mostro só que me inebrias
Amiga amor amante amada eu morro
da vida que me dás todos os dias.

 
David Mourão Ferreira
Pintura - Arthur Brav.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sabedoria





O sábio é humilde porque sabe quanto não sabe.
O tolo incha-se de vaidade com o pouco que sabe, com o quase nada que aprendeu.
Os sábios entristecem-se pelos quilómetros que ainda lhes falta percorrer na senda do crescimento, da maturação.
Os tolos orgulham-se da meia dúzia de palmos ou metros que andaram. Ás vezes para trás...
A sabedoria maior não é da ciência, da tecnologia, dos grandes estudos. A sabedoria maior, mais alta e mais funda é a bondade expressa em obras.