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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sabedoria





O sábio é humilde porque sabe quanto não sabe.
O tolo incha-se de vaidade com o pouco que sabe, com o quase nada que aprendeu.
Os sábios entristecem-se pelos quilómetros que ainda lhes falta percorrer na senda do crescimento, da maturação.
Os tolos orgulham-se da meia dúzia de palmos ou metros que andaram. Ás vezes para trás...
A sabedoria maior não é da ciência, da tecnologia, dos grandes estudos. A sabedoria maior, mais alta e mais funda é a bondade expressa em obras.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Amor e Sabedoria


Já não sei para onde fluem os dias dos meus crepúsculos.
Limito-me a olhar as cores de um sol poente que tanto me falam de Ti.
Sigo a estrada da vida e em vez de encontrar a pureza das flores
encontro a aspereza dos cardos que em vão tento contornar.
Quero que na minha estrada o limite dos meus sonhos seja
a Tua  invisível presença.
Tudo me dói, tudo me pesa, tudo me sucumbe.
A Sabedoria diz-me que não sou nada.
E eu digo que nada sei de Ti.
Não saber e nem Te ter, como ver as cores do sol que criaste para mim?
Mas vejo-Te nos reflexos em espelho, adormecidos nas águas onde a mansidão
do Universo se espelha calma e doce!
Por isso Te amo  pela grandiosidade que emprestas às banalidades que fazem o meu dia.
Por isso Te amo no Belo queTe reflete .
Por isso Te amo porque sei e sinto que eu sei tudo, por tanto me quereres!
Não sou nada. Mas sei tudo.
...Porque me segredas  o Amor e a  Sabedoria!

Túlia Catalão

domingo, 30 de setembro de 2012

Belo!

 Fotografia da net


Há imagens que valem por mil, por milhões de palavras.
 Foi uma viagem vertiginosa e estonteante , esta,   na  incomensurável velocidade dos pensamentos!
Não sei se me emocionou  a enternecedora  postura e admiração deste amigo pela grandiosidade que se estendia diante de si, se me inquietou este  olhar  penetrante  na paisagem  que se deitava a seus "pés " .
E a minha pequenez nas  constantes deambulações existenciais foi o degelo onde os  pedaços água aqueceram a insensatez do orgulho humano.
A majestade da sua pose, a beleza da sua imagem, esta espécie de respeito pela grandiosidade que se lhe depara diminuiu-me como ser pensante.
Dir-se -à que é uma coincidência.
Mas que coincidência mais estonteantemente magnífica!
Que lição de leitura do belo!
Se não a tivesse como  uma foto, diria que é uma montagem fotográfica. Mas não importa qual a importância da realidade e do possível.
O que me atrai é a convergência de pensamentos no mútuo êxtase deste panteísmo !
"Obrigada irmão"- assim diria S. Francisco de Assis!
Admirável mundo este!

Túlia Catalão

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Amor



Caminho entre as veredas enxergando
clareiras de braços em cada árvore
que se ergue na altivez do dia. Atravesso- as
em galhos secos que me rompem a alma ou
em folhas que falam, me afagam a pele com
cheiro a madrugadas orvalhadas. Troncos rugosos
que me olham com saudades dos meus cabelos.
Não tenho luz, nem ar, nem vento para lhes matar
a sede do cansaço e solidão, nesta estátua  esguia  com  vida.
Mas levo o amor que viaja no canto dos segredos do meu peito.
Guardo como jóia onde que lhe possa roubar a sua cor.
E invade-me a sensação de um todo.
Um todo que não sei ler  em mim.
Aquele que é de tudo e todos.
Aquele que abraça o mundo, que é azul e cristalino
como a fusão do céu e do mar.
Um todo que é tudo na vida
que sem ele nada tem :
Amor!

Túlia Catalão





quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A vida é...






A vida é...
...Um desafio...Vá ao seu encontro
...uma dádiva...Aceite-a
...uma aventura...Aventure-se
...uma aflição...Vença-a
...uma tragédia...Enfrente-a
...um dever...Cumpra-o
...um jogo...Participe nele
...um mistério...Desvende-o
...uma canção...Cante-a
...uma oportunidade...Aproveite-a
...uma viagem...Complete-a
...uma promessa...Cumpra-a
...uma beleza...Louve-a
...uma luta...Bata-se por ela
...um objetivo...Atinja-o
...um quebra-cabeças...Resolva-o.

F. Robinson

Fica-nos o a amargura do  pouco tempo para cantar esta canção mas vale  pena o desafio desta aventura...
Como dádiva  cabe-nos saber aproveitar todas as oportunidades para jogar este emocionante jogo que tem tanto de belo como de mistério...
O objetivo será sempre fazer uma emocionante viagem cujo percurso seja o mais longo possível fazendo a nós mesmos a promessa de sermos felizes! 

Túlia Catalão

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Otimismo

Imagem-Net
      No despenhadeiro de uma crise económica e de valores, afundamos facilmente em precipícios de pessimismo.
As dificuldades e incongruências a todos aos níveis limita-nos os passos acorrentando-nos a uma inércia onde tudo parece terrivelmente difícil e intransponível.
De qualquer forma a vida fervilha à nossa volta, para despertarmos com ela. Assim, saímos da nossa concha e o cinza de dentro transforma-se no azul de fora.
O pessimista, dizem que é a outra face do otimista.
A propósito deste assunto li que numa famosa Universidade, o Conferencista iniciou a sua palestra colocando um quadro negro diante do público que enchia por completo as dependências do salão nobre. No quadro negro afixou um papel em branco. Sobre o papel branco fez um ponto preto:
-O que é que vocês vêem aqui?-perguntou o professor.
-Um ponto escuro- repetiram todos.
-Eu vejo uma folha em branco- explicou o mestre.
 É assim  na rosa: onde uns vêem a formusura da flor, outros vêem  os espinhos.
Vale a pena ter olhos e coração para ver o lado luminoso e belo das coisas, das pessoas, da vida, do amor.
Cada problema tem sempre uma oportunidade encoberta...Mas é a arte de contornar, desmascarando o encoberto que distingue dois homens: O pessimista e o otimista.
Mesmo nas horas difíceis, não destruamos em nós nem nos outros as flores de esperança em bouquets de sorrisos!
 
 
Túlia Catalão
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Não



Outro ser que não eu
Outra rua que não a minha
Não me encontro neste vale roto, de gente com fome, vestida de revolta
que bebe a sede da ignorância não por necessidade mas por obrigação
Não aos pobres indigentes de fome porque só se é indigente de amor
Não à indigência na dor porque só se tem fome da cura
Não à indigência da tristeza porque só se tem pressa de um sorriso

Não somos solitários e inertes.
Somos vida em constante busca de raízes procurando florir.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ontem


Sabes, Pai, era assim que me vias tantas vezes!
E o mundo que construíste com a tua persistência era  rodeado de flores vindas "de fora" pedidas pela mãe! As nossas vozes eram o teu arco íris.
A primavera era um estalido de cores no jardim geométrico  bordado de buxos  com matizes de margaridas e amores perfeitos. As flores e tu. Tu e as flores.As flores e nós!
E os bibes bordados, com laços e rendas eram a cópia que a mãe fazia das flores, com as suas mãos de ternura.
O sol era morno, a minha fita de seda no cabelo era a coroa da tua princesa! os malmequeres foram sempre bemmequeres neste reinado que não era fantasia!
Os linhos eram a seda com a que a mãe nos cobria, cheirando à frescura da vida e da terra.
As brincadeiras são  a música que se faz sentir ainda hoje nesta harpa solitária!
Hoje Pai, ficam as saudades de ti na memória de uma Sonata Vazia!


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Charco



Não sei de mim.
O meu tempo é o tempo que me alcança sem o ver
Sou a terra e o fruto da água que transpira amor e dor
Vibro em cada espiga, em cada mergulho do sol pôr
E tropeço em cada charco no lodo viscoso das insanidades inodoras, tão insípidas
Sou o louco que expirou ingenuidades com o tempo e não cresceu com as suas loucuras.
Ah solidão dos caminhos de ninguém
Aperta-me nos braços das flores
Quero adormecer no vale da saudade
Depois, subir, ir beijar as nuvens
Aqui tudo me enoja e enjoa
Cheira à podre falsidade.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Meu amor



Meu amor!
Como eu pensava conhecer-te. 
O vento varreu-te da minha sombra!
Nela ficou escrito o teu beijo
na plumagem das árvores e na pele virgem dos meus lábios.
E ficou a sede  de ti e do pólen que abrigava as nossas mãos.
Jaz o fúnebre desejo de voltar a amar-te no leito das folhas verdes
que foram
que são
Mas eu...
...não!

Túlia